terça-feira, 27 de novembro de 2007

Noticie o mundo!

Sendo um jornalista cidadão, é você quem leva a informação.





Jornalismo Cidadão: feito por todos e para todos.

O jornalismo está sendo transformado graças a um novo competidor no mercado: a sociedade informatizada. O chamado Jornalismo Cidadão apresenta conteúdos produzidos apenas por cidadãos comuns, ou com a colaboração de profissionais. Todos podem ser “jornalistas” e tudo pode virar notícia. Uma prática com maior liberdade de produção, mas que traz a dúvida sobre a precisão das informações.
Em virtude do processo de democratização no Brasil, a mídia ganhou um papel fundamental na construção da cidadania. A informação é um dos elementos básicos para que a sociedade exerça essa cidadania no Jornalismo Cidadão, Participativo ou Colaborativo, e possibilita que qualquer cidadão possa ser um jornalista, visando a idéia de que sempre haverá um público interessado no que está sendo publicado.

Esse tipo de prática é também assunto para muitas discussões. A ética do que é produzido sem regras e técnicas jornalísticas é a primeira questão que emerge. Quem garante a veracidade da notícia? Que cuidados toma o autor não profissional em relação ao que produz? É preciso cursar uma faculdade para exercer a função de jornalista? Quais são os limites da privacidade em um mundo onde todos são repórteres de plantão?
A forma como a informação é passada atualmente, já não mais agrada todos os públicos. A possibilidade de aproximação do receptor com a mensagem, faz com que esse tipo de jornalismo cresça a cada dia.
O jornalismo cidadão vem para acabar com a palestra da comunicação em massa, substituindo por uma conversa entre quem faz a notícia e quem a recebe. Nessa conversa, somam-se os talentos, o melhor de cada colaborador.


Espaço Colaborativo – As ferramentas de publicação disponíveis na Internet permitem que o internauta deixe de ser um receptor silencioso e se torne um criador. Elas revolucionam o modo como as pessoas consomem, interpretam, produzem e divulgam informações.
O poder dos blogs é que qualquer um pode ser o produtor dentro da rede. E com a mesma facilidade, o leitor pode responder a quem redigiu e mostrar ao autor seu ponto de vista. Dessa forma, a comunicação pode ser transformada em um caminho de duas mãos.
Ou seja, a separação rígida entre quem faz a notícia e quem recebe desaparece no espaço virtual. Os profissionais da comunicação têm agora milhares de colaboradores para apurar fatos, conhecer novidades e comentar informações.
O blog é uma ferramenta virtual disponível para qualquer cidadão do mundo, onde não se tem nenhum controle nas informações que ali se encontram. Este espaço teve seu auge no inicio do século 21, quando foi criado com o intuito de ser um diário virtual. O que muitos não imaginavam, foi a possibilidade de usar deste suposto diário para divulgar, informar, ou até criticar toda e qualquer assunto.
Outra maneira de colaborar é publicar conteúdos em um site wiki, que permite a publicação feita por qualquer usuário da Internet.
Essas novas ferramentas da rede permitem que o receptor determine como e quando quer receber as informações. Ele se torna o seu próprio gatekeeper, filtrando apenas o que determinar importante.

Bem-sucedidos – No Brasil, um dos blogs mais expressivos é o Brasil Wiki!, que seguiu o exemplo do OhMyNews!, da Coréia do Sul. O site sul-coreano começou com 727 cidadãos-repórteres e hoje conta com mais de 35 mil colaboradores, que trazem mais de 200 notícias por dia para postagem. Notícias que não se vê normalmente na mídia tradicional.
O OhMyNews! Foi criado por Oh Yeon Ho, em 2000. Segundo ele, seus neo-repórteres são guerrilheiros da informação, dispostos a trazer ao público os assuntos que normalmente são escamoteados pela grande mídia do país.
Para Ho, o site é um rompimento com o modo de produzir do século 20, é um golpe de cultura de como a notícia é produzida, distribuída e consumida.
Já o Brasil Wiki! não pretende criar uma guerra entre repórteres e neo-repórteres. Quer apenas ampliar o leque de oferta de informação para que ela vá muito além do que uma simples publicação. Dessa maneira, as histórias são transmitidas de leitores para leitores, sendo através de texto, foto, vídeo ou áudio.


É possível participar dessa revolução que está em pleno andamento e sem previsão para terminar. Colaboração é a palavra que explica o conceito de jornalismo cidadão. Significa transformar o jornalismo em uma conversa de todos com todos.
Sem excluir a produção dos jornalistas profissionais e acrescentando a contribuição vinda dos leigos que testemunham fatos importantes e que desejam se manifestar, um dos méritos do cidadão jornalista é trazer um ângulo diferente às notícias. Mostrar a visão dos antigos receptores.
O Jornalismo Cidadão é feito por quem está no lugar certo, na hora certa. Feito por esses especialistas em determinados assuntos, que antes passariam sem atenção.
Basta querer se aventurar em ajudar a cobrir os eventos que não param de movimentar o mundo.

Autores: Aloha Boeck e Carlos Eduardo da Silva Pereira

Colaboradores: Daiane Vasconcellos e Henrique Weber

Nenhum comentário: